PENSAMENTO

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer
entendimento." (Clarice Lispector)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

LIVRO "INTERVALOS" DE LIZ RABELLO

Tirei um delicioso intervalo pós-férias para ler INTERVALOS da querida amiga escritora Liz Rabello (Editora Beco dos Poetas) que me dedicou um exemplar em abril no IV evento da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, a qual temos a honra de fazer parte. Estava ansiosa para ler e conhecer um pouco mais sobre essa amiga das letras, tão sensível e amorosa.
Em Intervalos Liz expressa toda sua sensibilidade e amor à vida em contos autobiográficos plenos de poesias delicadas e floridas.
Ela conta de um jeito diferente. Não é compacta, e nem linear, nem tudo precisa ter um por que, fazer sentido. Abre seu coração e vai deixando fluir as palavras:

CEM RAZÕES
Liberte teu coração
ao sabor do vento
Deixe-o falar mais alto
do que o pensamento
Fluir tempestades de desejos!
Juízos pré-moldados?
Não sei não...
Coração tem cem razões
Sempre a te guiar
Sem razão nenhuma a nortear
Se a consciência comandar
Tramas do destino amordaçar
Permitas a teu coração gritar
Que queres voar e amar!

Intervalos são Janelas abertas de seu passado, como ela mesma afirma sobre sua infância, de sonhos, dos momentos alegres vividos, como também os tristes que superou e aqui fez questão de relembrar.
Palavras soltas
Perdidas nas lembranças
Apagadas da memória
Podem ser reinventadas
Costuradas com linhas
e agulhas da imaginação!

E Soube muito bem costurar tudo e apresentar de forma tocante os milagres da vida. Como ela própria diz: "Somos um milagre de Deus!" e expressa isso retirando do fundo do baú das memórias de uma mãe e de uma vovó. Evidenciando assim seus valores cristãos e de família. Mostra que soube olhar para trás e colher lições de vida para o futuro, com otimismo, amor e fé.

"... a cada instante tudo se renova e é possível crescer! Angariar multidões para um novo modo de Ver, Fazer, esculpir o Amanhã."
Seu amor pela natureza, pela literatura e livros é apaixonante em Intervalos. Uma relação tão amorosa e estreita que a deixa bem a vontade e sai voando com as borboletas coloridas, sem pressa de chegar a lugar
algum.

"De dentro dos livros...
Se agasalham os sonhos
para não morrerem de tédio!
Casulos permanentes!
...
Borboletas voam!
Desapegadas
Alegres
Livres sem noção
Loucas de emoção
Em queda livre
Precipício de incertezas
Asas de uma asa delta!"

Voei junto contigo amiga no seu passado, presente e futuro, em um "INTERVALO" mágico!

Vera Margutti

Livros são sempre grandes companheiros

POR QUE LER?

O exercício de ler ativa a memória- é um santo remédio para ativar a memória e a atenção - é um dos exercícios mais eficientes para mobilizar as variações da memória.
Alivia o estresse - é um prazer enorme ler - por meio da leitura, conhecemos novas culturas, países, lugares distantes, histórias de pessoas distantes de nós em época ou espaço. Além disso é uma grande companhia - não existe solidão quando temos livros como companheiros.
Assim como amigos, livros nos fazem sorrir, emocionam, envolvem , cativam e fazem com que nos identifiquemos com os personagens.
A criança e o jovem que lê, têm  um repertório de palavras mais amplo, variado, ou seja um bom vocabulário. Sabe falar sobre muitos assuntos. Têm muito mais desenvoltura.
Têm facilidade de interpretar os enunciados de uma questão, seja de português, matemática ou história - relacionar com o livro didático, as ideias entre si.
Têm mais facilidade de relacionamentos, até para arrumar namorada/o - para passar no vestibular, para ter sucesso profissional. Se dar bem na vida.
Em minhas férias ou feriados em que viajo, sempre carrego alguns livros para ler, são os primeiros que vão para a minha mala e que não podem faltar. São companheiros indispensáveis. Tive esse ano o privilégio de ter as férias mais longas de minha vida: três meses no exterior, passeei muito, curti o meu primeiro netinho que nasceu nos Estados Unidos, filha, genro e companhias maravilhosas de amigos americanos e brasileiros que encontrei por lá. Tive também a oportunidade de ler ótimos livros que levei e outros que emprestei de amigos. Li por ex. "O Clube do Livro do fim da vida" de Will schwave, editora Objetiva.  Uma história real sobre perdas, celebração e o poder da leitura. Li também: "O tigre na sombra"de Lya Luft - editora Record romance cheio de mistérios e dramas humanos muito reais. Impactante! Li  ainda "Palavras para desatar nós"do eterno Rubem Alves. Livro de crônicas fantásticas! Editora Papirus. Comecei outros que levei e agora já de volta ao Brasil estou concluindo-os para fazer minha resenha. Em breve publicarei. Em minha bagagem também levei alguns livros meus que doei para amigos e "esqueci"em lugares públicos na terra do Tio Sam, como faço sempre aqui no Brasil no dia 30 de cada mês, cumprindo minha parte do belo projeto "Um tesouro chamado livro" da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro.
No dia de meu aniversário tivemos um jantar memorável em um restaurante e aconteceu algo curioso: Quando estava saindo do restaurante, "esqueci" um livro na mesa ao lado da que estávamos, a Antologia IV da ANLPPB Editora Iluminatta. (tive o cuidado, porém de certificar-me que ninguém estava olhando). Quando já na porta de saída uma funcionária veio ao meu encontro me trazendo o livro de volta dizendo que o havia esquecido. Agradeci e o peguei de volta. Curioso como ela observou bem de quem era o livro. Sinal que o livro chamou a atenção daquela garçonete. Acabei "esquecendo-o" no mesmo restaurante, na recepção. Deixei um pouquinho de nossa cultura por lá.


Ler para fugir da vida – ou para mergulhar nela

O que as memórias de um editor e a doença de sua mãe nos ensinam sobre a leitura e a solidão?
Escreveu DANILO VENTICINQUE em sua coluna na revista época em 27-08-2013 sobre o Livro de Will Schwalbe "O Clube do livro do fim da vida". Achei muito interessante a reflexão, pois vem bem de encontro com o que penso também, após ter lido o livro, que reproduzo aqui a fala dele:

"A leitura é um dos métodos mais eficientes e aceitáveis para evitar pessoas. Talvez por isso eu goste tanto dos livros e tenha decidido me dedicar a eles. Não sou o único. Já vi muitos leitores dizerem que têm mais livros que amigos, ou que gostam mais de livros do que de pessoas. Costumo concordar com eles e me considero um homem de sorte. Enquanto meus colegas jornalistas conversam constantemente com fontes, pessoalmente ou ao telefone, escolhi uma área que é o paraíso dos introvertidos. A maior parte do meu trabalho é feita em silêncio, diante de um livro ou da tela de um computador. Mesmo fora do trabalho, basta dizer que quero ler ou escrever e todos ao meu redor me deixam em paz (talvez para o meu azar). Seria a receita perfeita para a reclusão. Mas, como todo leitor com ideias descabidas e alguma curiosidade, vez ou outra deparo com livros que mostram o tamanho da minha ignorância – sobre a vida e sobre a leitura. Este texto é sobre um desses livros.
Para quem enxerga a leitura como uma forma de isolamento ou fuga da realidade, O clube do livro do fim da vida (Objetiva, R$ 37,90, 296 páginas, tradução de Rafael Mantovani) é um convite a repensar essa visão de mundo. Para quem acredita na leitura como uma experiência coletiva, é um livro que merece ser discutido em grupos e passado de mão em mão. Uma declaração de amor à vida, à leitura e à família.
No livro, o americano Will Schwalbe, ex-executivo de uma editora, narra a vida ao lado de sua mãe, Mary Anne, uma pioneira no trabalho voluntário no Afeganistão. Há muitas páginas dedicadas ao belo trabalho humanitário de Mary Anne, e aos bastidores do mercado literário revelados por Will. Mas o tema central de O clube do livro do fim da vida são os últimos dois anos da vida de Mary Anne, e a maneira como os livros transformaram o convívio entre mãe e filho.
Ao descobrir que sua mãe recebera um diagnóstico de câncer no pâncreas em estágio avançado, Will decide acompanhá-la nas sessões semanais de quimioterapia. Na primeira, sua mãe lhe pergunta o que ele estava lendo. Ele acha graça – foi-se o tempo em que podíamos pressupor que alguém estava lendo algo, mas ela insistia em fazer aquela pergunta a todos. Os dois passam a trocar opiniões e indicações de leitura, e os livros viram o principal assunto entre os dois na sala de espera do hospital. As conversas se repetem, com livros e opiniões diferentes a cada semana. “Tínhamos criado, sem saber, um clube do livro muito insólito, com apenas dois participantes. Como acontece em muitos clubes de leitura, nossas conversas transitavam entre as vidas dos personagens e as nossas próprias”, diz Will. “Não líamos apenas ‘grandes livros’, líamos de forma casual, promíscua e impulsiva.” Na lista de leituras, há desde autores clássicos como Shakespeare e Dante a best-sellers recentes e livros de autoajuda."

O clube do livro do fim da vida

"Aos poucos, os livros passam a servir como apoio para que mãe e filho conversem sobre assuntos difíceis de abordar. Falar da doença ou da morte de um personagem é uma maneira de falar do câncer sem tocar no assunto diretamente. “Eles nos ajudam a falar. Mas também nos dão algo sobre o qual todos podemos falar quando não queremos falar sobre nós mesmos “, diz Will. “Ainda podíamos compartilhar livros, e enquanto estivéssemos lendo esses livros não seríamos a pessoa doente e a pessoa saudável; seríamos apenas uma mãe e um filho adentrando um novo mundo juntos.” Os livros também serviam como uma maneira sutil de demonstrar esperança no futuro. Num verão, os dois começaram a escolher livros longos, como A montanha mágica, de Thomas Mann. Acreditavam, mesmo sem chance de cura da doença, que ambos conseguiriam ler até a última página. Terminaram muitos grandes livros assim.
Mais do que uma forma de unir-se à mãe, Will vê a leitura como uma maneira de vencer a morte. “Nunca serei capaz de ler os livros preferidos da minha mãe sem pensar nela – e quando os passo adiante e os recomendo, saberei que parte daquilo que a formava vai junto com eles”, diz ele. O clube do livro do fim da vida divide esse legado com todos os leitores.
Estamos todos no mesmo clube do livro, assim como Will e Mary Anne. Por mais que tentemos nos esconder atrás dos livros, eles nos impulsionam de volta para a realidade. A leitura não é uma forma de fugir da vida, mas de mergulhar nela e redescobri-la."

domingo, 17 de agosto de 2014

O INSETO QUE GOSTAVA DE ESTUDAR

Esse livrinho infantil escrevi em co-autoria com as amigas escritoras Angela Ramalho, Flávia Assaife e Rosana Nobrega. Editora Iluminatta, a editora do Portal do Poeta Brasileiro. Tudo começou com uma proposta de poema coletivo sugerido por Rosana Nobrega na página da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro (ANLPPB). O que era para ser um simples poema, se transformou em uma bela e delicada historinha recheada de poesias. Será lançado na vingéssima terceira Bienal de São Paulo no dia 27-08 às 15:00 hs. E em setembro estará alçando voo internacional, com lançamento na Itália. Orgulho desse insetinho que já está voando alto.






ETERNO RUBEM ALVES




A VIDA QUE OLHA PELA JANELA


IDEIA GENIAL




Esperar um ônibus passou a ser uma atividade prazerosa em Bogotá, na Colômbia. Os pontos de ônibus da capital colombiana contam com o projeto "Biblioparadas", minibibliotecas que reúnem cerca de 300 a 400 livros e tornam a espera das milhões de pessoas que circulam pelo transporte público diariamente menos cansativa. Saiba mais:http://ow.ly/wVncA