PENSAMENTO

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer
entendimento." (Clarice Lispector)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A MARCA QUE FICOU































A MARCA QUE FICOU

Que alegria esse reencontro  festivo!
Com os amigos patotas queridos
Que um dia passaram por nossas vidas
E deixaram marcas e saudades infinitas!

Num passado distante vivido
Em nossa memória ficaram os registros
De um tempo feliz de nossa adolescência e juventude
Em que o jovem se rebela e protesta com atitude

Época marcante dos anos setenta, tempo de ditadura!
Os Jovens  contestam com grandes movimentos de rua
Se impondo à sociedade lutam pela liberdade e a autonomia
Falam de paz e amor e mostram sua ideologia.

Tempo de vida simples, sem ostentação,
De despojamento e firme decisão,
Tempo de romantismo, de alegrias, paz e amor.
Desfrutando a natureza, livres sem pudor.

Tempo das calças bocas de sino
Dos sapatos plataformas pros meninos
Tempo da brilhantina nos cabelos
Óculos escuros,  jeito sensual  e faceiro.

A revolução feminina  conquista o gosto do vestir masculino
Surgem as roupas unissex [pra menina e menino]
 Com as calças bocas de sino, rasteirinhas e blusas largas,
Esquecem os vestidos de bolinhas e partem ainda pras minissaias.

Os maiôs viram biquínis, com banhos de sol no quintal,
Exposta por horas que se perdem, e sem protetor solar.
Naturalmente sensual, vermelha,  queimadinha.
A moça dos anos setenta se preserva, não pode perder a linha.

Nas brincadeiras dançantes de fins de semana
Nas casas ou nas rodas com amigos bacanas
A  música romântica nacional e internacional
Esquenta o clima e o romance tem um desfecho real

Lembranças inesquecíveis de Iguaraçu
Dos namoricos na praça ainda com o céu azul
Dos bailinhos que começaram no salão da igreja Matriz
Denominados de “fossa”  e só Deus sabe o que acontecia ali

Que delícia ir à quadra de esportes
Jogar ou torcer pelo time mais forte
Encontrar a patota toda de sala de aula.
Correr o olhar e encontrar o amado ou a amada.

Foram muitos carnavais juntos, literalmente!
Daqueles curtidos com a alegria e paixão de antigamente
Regados a coquetel  de cuba livre e ainda
O requintado ponche de frutas finas

Nas quermesses da Igreja, quanta diversão!
Rolava os correios elegantes famosos como o leilão
As pernas tremiam e o coração disparava de repente
Ao receber os recadinhos apaixonados e inocentes

Tempo maravilhoso de relacionamentos saudáveis
Os amigos eram sinceros e do seu coração tínhamos as chaves
A gente se comunicava por cartas e bilhetes, sem internet, sem celular.
Era no  tête-à-tête e pra se entender bastante o olhar

Fomos marcados amigos, por esse tempo que hoje a gente se recorda,
Neste reencontro maravilhoso  em  Iguaraçu, da linda patota.
Nesta terrinha amada que sempre nos acolheu
Onde vivenciamos tempos felizes, que Deus nos deu.

Esperamos novos reencontros de agora em diante
Não deixemos que o tempo nos separe como antes
Amizades verdadeiras devem resistir ao tempo
Sendo regadas,  adubadas e apenas acariciadas pelo vento.


[Vera L. Fávero Margutti]

2 comentários:

  1. meus parabéns Vera.Valeu o grande encontro , perdeu quem não compareceu.obrigada pela oportunidade.abraço

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  2. "Calcas boca de sino"... aiaiai... essas sao pra acabar! hahahaha
    Mas toda moda tem seu tempo unico e marcante! Imagino que fizeram sucesso na epoca! ;)
    Como eh bom ter a lembranca dos bons e velhos tempos!!!!! "A marca que ficou" para sempre no coracao!
    :)


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