PENSAMENTO

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer
entendimento." (Clarice Lispector)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A MAGIA E A POESIA DAS PALAVRAS DE AMOR E GRATIDÃO


Palavras ditas ou escritas como: Muito obrigado! Parabéns! Perdão! Me desculpe! Com licença! Por favor!... Produz um efeito mágico imediato e abre caminho para a empatia, para o bom entendimento e naturalmente a comunicação flui mais prazerosa.

Palavras sempre são mágicas! Umas mais, outras menos, todas surgem inesperadas, surpreendentes, nem sempre eloquentes, mas, sempre produzirá um sentimento bom, ruim ou irrelevante. Nem sempre agradam, podem destruir relacionamentos, deixar marcas inesquecíveis, e uma vez dita, ou escrita, os registros na alma - coração ficam para sempre. Quando bem empregadas e com doçura produzem efeitos tão positivos que engrandecem e elevam o interlocutor. Muitas vezes são sentidas antes de serem ouvidas através da expressão facial e corporal. As palavras faladas ou escritas nem sempre expressam ou traduzem o que queremos comunicar realmente, e ai nascem os desentendimentos, as incompreensões, brigas, desavenças...

Em plena era da comunicação, como estamos nos comunicando? Será que estou conseguindo expressar bem meus pensamentos e sentimentos através das palavras faladas ou escritas?

Tenho atingido meus objetivos sendo facilmente compreendido? Faço uso de palavras ofensivas ou palavrões? Faço uso frequente das palavras mágicas de efeito imediato?

Tenho sido grato e amoroso com meu interlocutor usando palavras de incentivo, de elogios e expandindo nossos canais de comunicação? Tenho recebido de volta palavras carinhosas e gratificantes?

Pode parecer besteira refletir sobre isto, mas essa questão do mau - ruim emprego das palavras é uma questão muito séria que tem causado e vem causando muita tristeza nas relações de um modo geral.

Atualmente com a correria, as pressões da vida moderna, todos tem pressa para tudo, até para falar, já observaram como as palavras estão sendo abreviadas, monossilábicas: é... Tá... Não... c vai? Puts! Aff! - O diálogo passou a ser monólogo. A escrita chegou ao caos nas mãos de crianças, jovens e adultos da geração da internet, da informação... Incompreensíveis e causando dúvidas, dando margens a muitas interpretações. Tudo depende da cabeça de quem ouve ou lê, e como em cada cabeça tem uma sentença, as palavras, pobres coitadas! Vão para a forca sem dó junto ao seu mau comunicador.

E o celular! Esse caiu no gosto da meninada de um jeito que parece que conversar hoje tem que ser somente por esse meio. Já tentou falar com eles quando estão ali grudados no aparelhinho? Nem tente, pois além de não ser ouvido e não te atender, ainda fica nervoso e pode até te morder, feito cachorro quando está saboreando um osso.

Essa é uma geração que pouco ou quase nada lê. Geração da tolerância zero! Era da informatização e “deseducação”; da escassez de gentilezas; respeito, ética e moral. Observa-se essa formação deficitária nas relações de um modo geral. Nas relações familiares por ex. Os parentes mais próximos: pais, mães, filhos com relacionamentos desgastados por falta de diálogo franco, educação e respeito. Filhos ingratos que não aprenderam a agradecer, não sabem falar um “Obrigado” pelo amor e dedicação que recebem, (quando recebem). Pedir por favor, se desculpar diante de um erro, se arrepender e pedir perdão pela falta cometida, se colocar a disposição para ajudar alguém na família com alguma dificuldade ou necessidade; elogiar, parabenizar alguém exprimindo com sinceridade o sentimento. Nota-se que com estranhos e nas relações de interesses até o fazem e interpretam bem o papel de moço (a) educado e carinhoso, mas com a família, os “entes queridos” mais próximos, se tratam como animais.

Muitas campanhas vêm sendo realizadas tentando amenizar essa pobreza de educação: “gentileza no trânsito”; “educação para cidadania”... Mas sabemos que a resolução dessa carência exige da sociedade de um modo geral e principalmente dos governantes, muita atenção e investimento.

Falar, ler e escrever bem, são armas fundamentais para se formar um indivíduo crítico, atuante e, muito mais que isto: humanizado na forma de ver e sentir o mundo a sua volta, Interagindo bem, respeitando as opiniões alheias, sendo educado, amoroso, sutil e sensível no emprego das suas palavras, fazendo com que cada vez mais elas exprimam a magia e a poesia que existem em viver em sociedade.

É preciso usar as “palavras certas, nas horas certas e para as pessoas certas” como exercitar isto, sem antes se deixar tocar pela magia e poesia que existe em cada palavra e gesto de amor e gratidão? Sejamos amorosos em nossos gestos e palavras e gratos em todas as circunstâncias!

[Vera Margutti]
Psicopedagoga, escritora e poeta

2 comentários:

  1. Cada vez mais se perdem essas palavras, que ficam mortas no dicionário e eu também considero que são mágicas e importantíssimas! Bjs

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  2. FATIMA VILAS BOAS.21 de junho de 2012 11:22

    gostei demais desse poema Vera!! é bem assim mesmo.

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